UM FIM DE SEMANA EM PARATY 

A Paraty para 
QUEM PODE E A PARATY ACESSÍVEL

Encarapitada numa ponta da praia Santa Rita, a casa envidraçada formada por duas caixas de concreto aparente foi projetada pelo arquiteto Marcio Kogan e pertence à família Marinho, dona da Rede Globo. A propriedade com piscina de borda infinita que magnetiza os olhares numa praia adiante é do pai de Xandinho Negrão, o automobilista que casou com a atriz Marina Ruy Barbosa. Singrar as águas do Saco do Mamanguá, um dos principais atrativos da região de Paraty, equivale a apreciar a todo instante uma Paraty, digamos, para quem pode. Nesta manhã luminosa que exploramos a área numa lancha da companhia Palombeta o piloto faz questão de citar o nome do dono de cada casa suntuosa que desponta na paisagem. Faz lembrar aqueles tours em Hollywood pelos endereços das estrelas do cinema.

O SACO DO MAMANGUÁ

Não se trata, porém, de um paraíso do qual só os afortunados proprietários podem usufruir. Muitos visitantes alugam uma das idílicas casinhas de caiçaras no Saco do Mamanguá, algumas ainda sem energia elétrica, e basta recorrer aos serviços de uma empresa como a Palombeta para explorar as praias dali por quanto tempo quiser (inclua no roteiro uma parada no restaurante do Dadico, simples mas com ótima vista e PFs fartos com pescados). Só não esqueça de dar atenção também à Paraty das casinhas coloridas e do calçamento irregular, essa bem mais acessível.  

GUEST HOUSE MARIS PARATY

Para casais e grupos de amigos que fazem questão de sossego, a pousada Maris é uma escolha sem erro. Situada no bairro do Caborê, fica a dez minutos a pé do centro histórico, distância estratégica para quem estiver na cidade durante eventos badalados como a Flip e o Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty. Trata-se de uma guest-house tocada por um casal viajado formado por um belga e uma brasileira. Com um ou outro funcionário, são eles que se encarregam do dia a dia. Ex-bartender, é ele quem prepara a caipirinha de boas vindas, enquanto ela puxa papo e dá dicas de programas na cidade.

SABORES LOCAIS

Reaberto após ser consumido por um incêndio em abril, o café Margarida, no centro histórico, é escala imperiosa. O charmoso restaurante seduz sua clientela com receitas como pappardelle com camarões salteados, mini-rúculas, tomate cereja confit, lâminas de alho crocante e azeite. Aproveite a refeição para provar uma das cervejas locais, a Caborê, cuja sede fica perto da Maris Paraty. Para uma jantar intimista recomenda-se o restaurante Caminho do Ouro, quase ao lado. Especializado em frutos do mar e pratos bem coloridos, é um dos mais charmosos.

OS DIFERENCIAIS DA POUSADA

A Maris Paraty resume-se a dois amplos bangalôs com boa privacidade e uma suíte, donde a capacidade máxima é de 8 hóspedes (as diárias partem de R$ 350, na baixa temporada). Com um jardim repleto de orquídeas e bromélias, dispõe de uma agradável piscina ao lado da qual uma caixa de som com sistema bluetooth sempre entoa hits de jazz e da bossa nova. Nas acomodações há chá e café de cortesia e o farto café da manhã inclui geleias, bolos e iogurte  produzidos ali mesmo - o café da manhã dos bangalôs, por sinal, é servido na varanda deles.   

O CENTRO HISTÓRICO

Na mesma região, o restaurante Thai Brasil é outro que não pode passar sem registro. Tocado por uma alemã que se incumbe de confeccionar os objetos em papel machê que decoram o ambiente, o tailandês convence pelas porções fartas e pelos drinks com frutas da região. Antes ou depois de uma visita a ele convém praticar o esporte local mais comum, o de bater perna pelo calçamento irregular do centro histórico sem se esborrachar no chão. Quando a noite cai e o bairro ganha um ar meio fantasmagórico, passear por ele torna-se ainda mais aprazível. 

COMO CHEGAR E QUANDO IR

Paraty é uma das raras cidadezinhas turísticas brasileiras que não ficam às moscas mesmo numa segunda-feira de setembro. Se você tem horror a congestionamento de turistas, as baixas temporadas são as melhores épocas para visitar a cidade. Para quem não vai de carro, uma boa alternativa é recorrer ao serviço de transfer oferecido desde São Paulo e Rio de Janeiro por agências como a Paraty Tours. Tem também o aeroporto, mas que recebe só voos particulares. Outra mordomia de Paraty, mas só para quem pode.   

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