Com drink de abóbora, sanduíche de ostra e decoração repaginada, o speakeasy SubAstor, na Vila Madal


Por que ir: a coquetelaria brasileira deve muito ao balcão iluminado do SubAstor. Inaugurado em 2009, o speakeasy escondido no Astor da Vila Madalena foi onde muita gente provou o primeiro aperol spritz e o primeiro negroni, hoje batidos, e se habituou a provar drinks cada vez mais inventivos.

No comando do bar desde 2013 (tirando uns meses à frente do Peppino Bar, no Itaim Bibi), o bartender italiano Fabio la Pietra já surpreendeu com cocktails feitos com carne seca, chá preto defumado e manteiga de garrafa, para citar alguns ingredientes exóticos.

De lá para cá, no entanto, o Sub viu surgir concorrentes cada vez mais afiados. Decorado com cortinas vermelhas e garrafas vazias, não chegou a perder seu charme ou descuidar do atendimento. Mas talvez seu brilho tenha sido ofuscado pela entrada em cena de outras novidades no frenético circuito paulistano (em tempo: a unidade carioca agora só abre para eventos).

Tudo isso para contar que o SubAstor deu início a uma nova fase. Começou com uma reforma que incluiu a troca das garrafas vazias por arrojadas luminárias e a instalação de mesas menores, que favorecem a circulação, e de uma estufa de plantas.

É dela que Fabio la Pietra tira parte dos ingredientes que vão nos novos drinks, como as folhas de ora-pro-nóbis e da capuchinha (a nova carta homenageia os biomas brasileiros). O cardápio de comidinhas também foi alterado e ganhou pedidas sofisticadas. E assim as atenções se voltam ao Sub novamente.

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Dica: chegue um pouco antes das 20h para aproveitar o cardápio do bar Astor, famoso pelas comidinhas.

Fotos: Ricardo D'Angelo/divulgação

Para pestiscar: o ótimo bolinho de arroz continua (R$ 28). Das novidades destacam-se a tostada de burrata no pão de fermentação natural com água de azeitona e spirulina (R$ 37), o atum selado com algas e bloody mary (R$ 39), a asinha de frango desossada frita (R$ 30) e a mini cenoura tostada com coalhada, romã e pistache (R$ 29).

Melhores pratos: para quem procura algo mais substancioso há o sanduíche de ostra empanada com molho roisin, rabanete e coentro no bun, aquele vão cozido chinês (R$ 31).

O que beber: os seis novos drinks são batizados apenas com o nome do ingrediente principal - o bioma do qual cada um faz parte é indicado entre parênteses no cardápio. Nos próximos meses, a carta ganhará seis outras criações do tipo com ingredientes como o maxixe, semelhante ao pepino, e folhas de ora-pro-nóbis e capuchinha. Todas custam R$ 34.

Nosso cocktail preferido é o abóbora, que representa o Pantanal. Leva a variedade cabotiá cozinhada em cerveja ale e temperada com tomilho, alecrim e castanha de baru, uísque single malt, fermentado de mel e shoyu.

Outra boa escolha é o drink uva. Une pisco, grappa, shrub de uva, espumante e dry vermute.

O potente pimenta de cheiro, que presta tributo à Amazônia, combina o ingrediente a gim, vermute dry, Jerez e a uma solução salina.

Não custa lembrar: apesar de não listados no cardápio, todos os drinks clássicos são preparados pelos bartenders sem cara feia.

Sobremesas que valem as calorias: habemus choux cream, a R$ 19.

Para pagar menos: pé no freio é o nosso único conselho.

Onde fica: Rua Delfina, 163, Vila Madalena, São Paulo.

Horário de funcionamento: terça a quinta 20h/3h; sexta a sábado 20h/4h.

Site e telefone: facebook.com/SubAstor (11) 3815-1364.

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